Foto: Cadu Gomes
“Se a Chevron aumentou a pressão, a sua sócia Petrobras autorizou. É lógico..."
Ao repercutir, nesta quinta-feira (22.03) os constantes vazamentos de petróleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), causados pela empresa Chevron, o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) advertiu: “O buraco é bem mais embaixo”. Flexa destacou, do plenário do Senado, as reportagens dos jornais O Globo e Estado de São Paulo, onde especialistas e autoridades traçaram um cenário de desastre ambiental.
“O Governo trabalha com o pior dos cenários e prevê vazamentos em série no local. O petróleo está saindo pelas fissuras e o mar de sujeira avança”, enfatizou o senador tucano. Ele pontuou que a Petrobras também é responsável pelo vazamento do Campo do Frade, afinal é sócia da Chevron, na cota de 30%. “Se a Chevron aumentou a pressão, a sua sócia Petrobras autorizou. É lógico. É sócia e participa financeiramente e nas decisões”, argumentou. Flexa Ribeiro frisou ainda que, desde o vazamento, em novembro do ano passado, a gestão petista promete um plano de
contingência nacional para a exploração de petróleo. “Mas após cinquenta dias o plano não existe. O Governo diz que depende de aprovação de alguns ministérios e da presidente. Ou seja: não há nada”, criticou. Em seguida complementou:
“Do pouco que disse desse plano, o Governo falou em R$ 1bi para acidentes. Especialistas afirmam que é uma quantia irrisória e que este valor tem que ser multiplicado por dez, porque, se o desastre ocorreu a 1km da superfície, imagine o que pode ocorrer nas reservas do pré-sal”. Flexa Ribeiro condenou o fato de que os planos do Governo do PT restringem-se ao pós vazamento. “Nada de prevenção. Não há nada preparado para o pior. Pelo jeito, infelizmente, vamos chorar o óleo derramado”.
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