É o terceiro trimestre consecutivo que a estatal decide não alterar o preço do gás natural de origem nacional vendido às distribuidoras
Pelo terceiro trimestre consecutivo, a Petrobras decidiu não alterar o preço do gás natural de origem nacional vendido às distribuidoras. A companhia divulgou em 20/10/11 nota informando que concedeu desconto de 18,6% sobre o valor reajustado no preço do gás, válido a partir de 1º de novembro, mantendo o preço em R$ 0,69 por m3.
Como o preço do gás nacional vendido pela Petrobras às distribuidoras é reajustado trimestralmente nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro de cada ano, a Petrobras deveria agora praticar um aumento. Para cumprir o contrato e ao mesmo tempo não mudar o valor do insumo, a estatal informou que reajustou o preço do gás natural nacional firme para, na média, R$ 0,844/m3, a partir de 1º de novembro e, em seguida, concedeu o desconto. Na prática o preço do gás não muda.
Nos trimestres anteriores o desconto havia sido de 9,7%, em 1º de maio, e de 14,3%, em 1º de agosto. O gás de origem nacional produzido pela estatal é consumido no Nordeste, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Minas Gerais e na área de concessão da Comgás (SP).
Em nota à imprensa, a Petrobras afirma que a decisão de conceder o desconto levou em conta "o cenário recente de evolução dos preços dos energéticos e suas consequências sobre os valores estipulados nos contratos de gás natural de origem nacional".
A companhia ressalta que o desconto não constitui mudança nas fórmulas de precificação dos contratos de gás ou novo acordo e, portanto, todos os instrumentos contratuais vigentes se mantêm inalterados. A fórmula de reajuste do gás nacional é formada por uma parcela fixa, atualizada anualmente pelo IGP-M, e uma parcela variável, corrigida a cada três meses pela variação de uma cesta de óleos internacionais.
Para o presidente-executivo da Abrace, Paulo Pedrosa, o preço do gás brasileiro é um dos mais caros do mundo e a manutenção do desconto é bem-vinda. Pedrosa acha necessária a consolidação de uma política de preços para o gás que ajuste o preço à nova realidade do mercado. “Diante desse quadro, a manutenção dos descontos praticados nos últimos meses é bem-vinda. Caso contrário, ficará inviável a absorção, pelo mercado consumidor, da grande oferta de gás prevista para o país nos próximos anos”, completa.
Fonte: Agência Estado/Clipping CanalEnergia, outubro/11
Nenhum comentário:
Postar um comentário