Suas cinco refinarias representam 42% da capacidade total do país, além de serem responsáveis por significativa produção de derivados
No segmento de refino, a participação do Estado de São Paulo assume destaque. Suas cinco refinarias representam 42% da capacidade total do país, além de serem responsáveis por significativa produção de derivados, como gasolina, GLP, óleo diesel, querosene, entre outros. Esse desempenho relaciona-se estreitamente ao mercado regional de combustíveis derivados de petróleo, no qual São Paulo assume relevância, com parcela superior a 29% do mercado nacional. O mercado paulista sobressai também em relação ao consumo de gás natural, com participação de 27% no total nacional, em 2008.
Historicamente, o Estado de São Paulo caracterizava-se pela amplitude de seu mercado consumidor de combustíveis e pela inexistência de campos de onde pudessem ser extraídos volumes significativos de petróleo e gás natural – GN. As recentes descobertas desses produtos em grandes quantidades na Bacia de Santos ampliaram ainda mais o potencial do Estado para a cadeia do setor. O avanço da atividade exploratória do pré-sal rendeu importantes descobertas em 2009, sendo as principais nas áreas de Tupi, Guará e Iara, na Bacia de Santos, e no Parque das Baleias, na Bacia de Campos.
Estima-se que a produção de petróleo nessa área atingirá a marca de 1 milhão de barris por dia em 2017.
Caso sejam confirmados os volumes previstos para as diversas áreas do pré-sal, as reservas brasileiras de petróleo e gás podem duplicar. Estima-se que a produção de petróleo nessa área atingirá a marca de 1 milhão de barris por dia em 2017. Nesse sentido, São Paulo, em razão de seu conjunto estruturado de instituições de ensino e pesquisa e de sediar 31% do parque nacional de fabricantes de equipamentos e prestadores de serviços para o segmento de petróleo, deverá destacar-se como referência tecnológica ao longo dos próximos anos.
Com foco nesse potencial, em setembro de 2008, o governo do Estado criou a Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo − Cespeg, voltada para o desenvolvimento de trabalhos com o objetivo de internalizar os benefícios econômicos e sociais das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, atender às demandas da cadeia produtiva do setor, fortalecer e qualificar o parque industrial paulista e ampliar a pesquisa tecnológica e de inovação, entre outros. Com o intuito de implementar as ações propostas pela Cespeg, foi lançado em 2010 o Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural, que envolve o Governo do Estado de São Paulo, prefeituras do litoral paulista, entidades empresariais e institutos de ensino e pesquisa.
Na esfera federal, destaca-se o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp, responsável, entre outros projetos, pelo Plano Nacional de Qualificação Profissional – PNQP, cujo objetivo é ampliar a formação de mão de obra a partir de cursos oferecidos em conjunto com instituições regionais, como as Fatecs e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.
Voltado para o estímulo da inovação e para a formação e qualificação de recursos humanos da cadeia produtiva do setor, o Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural – CTPETRO, da Finep, tem liberado recursos para diversas instituições paulistas, entre elas, o Centro de Estudos de Petróleo – Cepetro e o Instituto de Química, ambos da Unicamp; a Escola Politécnica e o Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, da USP; o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT; e a Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron – ABTLUS. Em linhas gerais, os projetos são voltados para o aumento da produção e da produtividade, a redução de custos e preços e a melhoria da qualidade dos produtos do setor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário